quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Nota de enceramento!



Este post aparece, propositadamente, vários dias depois do Rock e Rojões porque nunca é bom falar de cabeça quente acerca de assuntos que nos são caros.

Nunca na vida se retira proveito ao comentar acontecimentos logo após o termo dos mesmos. Obviamente que não deveremos ignorar as primeiras impressões mas também não é recomendável divulgá-las sem deixar a adrenalina e o álcool repousar alguns dias.

Assim, mais uma edição da nossa reunião findou. Mais uma vez com a intensidade, com a paixão, com a energia e, claro, excessos do costume. Tudo correu relativamente bem e, como sempre, ficamos ansiosamente à espera do ano que vem.

Por muito modesto e pessoal que seja esse evento, conseguimos, todos juntos, que ele se torne num daqueles raros momentos que nos deixam sinceramente nostálgicos ao relembrá-lo.

Ao longo do ano contam-se alguns quantos com essas características e que variam sempre de pessoa para pessoa. Momentos que aguardamos com expectativa e que, ao acordar no dia seguinte, nos deixam o saudoso "perfume de mulher" no ar, como se soubéssemos que, este, já se findou e nunca mais o teremos.

E lá andamos no mundo, mais uma temporada, à espera de uma repetição. Mais uma manifestação da essência cíclica do universo. Impacientes, nervosos e repetindo vezes sem conta, a todos e os mesmos amigos, as peripécias dos anos anteriores.

É assim o Rock e Rojões. Um pequeno momento de uma transcendente insignificância que, no decorrer das nossas longas vidas, não terá importância nenhuma, mas que estará sempre nas gavetas mais usadas das nossas recordações.

Esta é uma reunião de amigos. De conhecidos e de desconhecidos familiares. Um grupo que aceita o mundo de braços abertos como ele é. Sem o querer moldar.

Que seja a antiquíssima tradição da gastronomia regional, a intemporalidade da boa música ou a incógnita esperançosa do destino das gerações mais novas, o Rock e Rojões aceita tudo sem tiques, ambições ou snobismos pretensiosos.

O Rock e Rojões é isso tudo e muito mais sem, contudo, querer ser nada de especial. É essa a sua beleza. Tão pequeno e tão belo. Como uma linda camponesa de olhos verdes sorridentes, modesta até ao máximo da sua humildade mas capaz de tudo e mais alguma coisa.

No fundo, é o retrato fiel de um povo. Um povo genuino.

Para o ano, caros Rojões, cá estaremos mais uma vez. De braços tanto abertos a quem vem de fora como aos que de cá são. Sempre melhorando sendo igual a si próprio.

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